[Projeto EXPRESSÃO] O Funk Carioca: da Favela ao Dancefloor

por Olivier Luce

No Rio, os turistas tem muitas coisas para fazer. A vista do Pão de Açúcar, O Cristo Redentor, as praias de Copacabana e Ipanema,… Mas também tem agências que oferecem a ocasião de ver um Brasil diferente. Um dos tours que eles fazem consiste em ir numa favela, no domingo à noite… para dançar!

A música das favelas do Rio de Janeiro é conhecida como Funk Carioca. O Funk Carioca não é Funk de verdade – não é o funk do James Brown ou o do Kool and the Gang. O Funk Carioca não poderia ser mais diferente dum estilo de música que o do funk – e talvez da música clássica!

No início do Funk Carioca, havia o estilo Miami Bass, um misto entre a música eletrônica e o estilo hip hop. Como Miami não é longe de Rio, os DJs do Rio viajam muito entre as duas cidades e pegam gravações pelo Brasil. O Funk carioca deriva dessas gravações: um bass, um tambor e uma melody muito simples. O cantor que se chama também o funkeiro geralmente faz um rap, sobre diferente temas.

Nas favelas, funkeiros criam canções sobre as vidas deles. Então, o tema principal foi rapidamente a violência, a vida dentro dos bairros controlados por grupos criminais como o Comando Vermelho ou o PCC (Primeiro Comando da Capital) onde o tráfico de drogas e a guerra entre os grupos eram eventos diários. O sexo é também um tema principal do funkeiros, e por isso, as canções de Funk são sujeitas à censura. O nome dessas canções e Funk Proibidão. No Rio, todas as semanas tem festas gigantes, com diferentes MCs, competição de dança,… Essas festas são chamadas de Baile Funk.

O Funk Carioca teve uma repercussão internacional quando um artista cujo nome e MIA fez uma canção chamada Baile Funk One em 2004. Antes disso, o estilo estava limitado ao Brasil e um pouquinho nos países de língua portuguesa, principalmente o Angola, onde o Funk Carioca encontra o seu primo, o Kudoru. Com a canção da MIA, o Funk chega no dancefloor da Europa, num clube como a Favela Chic em Paris. Diplo, um DJ americano fez também muito pelo reconhecimento internacional do Funk, com gravações e documentários sobre o movimento Funk e as Favelas (Favela on Blast). Na cena internacional, o Funk estava reconhecido com o meio de expressão dos moradores das favelas, um pouquinho como o Hip Hop nos bairros pobres americanos

O Funk Carioca, como o seu nome indica vem do Rio do Janeiro. É um estilo bem caraterístico do Estado do Rio, e não e tão popular nas outras cidades do Brasil. Na periferia do São Paulo, o Hip Hop é mais conhecido, e o funk carioca se desenvolvia sob o nome Funk Ostentação. Essa versão de Funk conserva a melodia e o ritmo do funk carioca, mas os temas das canções são o luxo, carros, roupas de marca e dinheiro. O funk paulista se desenvolvia mais tarde, no mesmo tempo que o Brasil desenvolvia-se economicamente, isso poderia explicar o perfil mais “consumista” do Funk Ostentação.

Ao mesmo tempo, tem menos e menos baile funk nas favelas do Rio de Janeiro. Com a pacificação das favelas, tem mais limitações sobre o tipos de eventos que podem estar organizado. As UPPs (Unidades de Policia Pacificadora podem cancelar um baile funk sem razões. Tem também menos dinheiro, porque os traficantes, quem financiavam os bailes funk antes como ponto de venda de drogas, não estão mais lá. Tudo isso faz mudar o Funk Carioca de novo, e multiplicar os estilos de Funk no Brasil. Mas mesmo se se multiplicam, não tem nenhum estilo quem fica parecido ao Funk original!

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